Jornalista negra é ameaçada por líder da KKK em entrevista: “vamos queimá-la”…

Uma jornalista negra e latina foi ameaçada por um líder da Ku Klux Klan (KKK) enquanto o entrevistava nos Estados Unidos. Ilia Calderón, descendente de colombianos, conta ter temido pela própria vida.

A âncora da Univision Ilia Calderón Noticias assitiu a uma cerimônia da KKK – Univision Noticias / YouTube




A jornalista da Univision, rede de televisão norte-americana voltada ao público latino, concordou em visitar Chris Barker, líder da KKK, em sua casa na Carolina do Norte. Assim que chegou, o homem perguntou por que ela não “voltava para o seu país”.

“Nós não temos nada aqui nos Estados Unidos, vocês continuam a enchê-lo”, afirmou o líder da organização supremacista. “Mas, como Deus diz, como o próprio Yahweh diz, nós os expulsaremos daqui.”

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Na sequência, ela pergunta como eles pretendiam “queimar” 11 milhões de imigrantes. “Nós matamos seis milhões de judeus da última vez. Onze milhões não são nada”, respondeu o líder da organização supremacista.

Embora tenha proferido algumas palavras de ódio e usado termos racistas contra a jornalista, o líder da KKK afirma que o grupo é uma organização cristã, não de ódio, e que ele não se considera  racista.

O “grande mago” do KKK Chris Baker e sua esposa durante entrevista ao canal Inivision – Univision Noticias / YouTube

“Eu sabia que seria ofendida, mas nunca imaginei em um nível como este”, contou a jornalista em um vídeo da Univision. “Eu temi pela minha segurança e pela segurança da minha equipe.”



A entrevista ocorreu em julho, antes passeata “Unite the Right” [“Unir a Direita”, em tradução livre] em Charlottesvilee, na Virginia, na última sexta-feira (11). Calderón chegou a acompanhar um ritual na propriedade em que os membros da KKK queimam uma cruz.

Barker é o “grande mago” do grupo supremacista “Loyal White Knights” (LWK) e participou da passeata.

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No sábado (12), uma mulher morreu e 12 pessoas ficaram feridas quando um supremacista avançou sobre um protesto contra a passeata de sexta. O LWK comemorou o motorista por “atropelar mais de nove comunistas antifascistas”.

“Quando alguns deles morrem, isso não nos incomoda”, afirmou Barker a outro canal de televisão. “Eles estão sempre atrapalhando as nossas passeatas.”

ASSISTA AO VÍDEO COM UM PREVIEW DA INTREVISTA:

Por Miami Herald



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