De Nenê (2002) até Caboclo (2014), Brasil tem pelo menos um jogador draftado no período. Consultores internacionais e Tiago Splitter avaliam jejum de três anos

O Brasil tem uma tradição gigantesca no basquete, com títulos mundiais e medalhas olímpicas. Mesmo sem resultados expressivos nos últimos anos, ainda é respeitado por seus nomes do passado e até alguns do presente. No entanto, o futuro não deixa boa impressão. Desde 2002, quando Nenê foi a sétima escolha do Draft da NBA, a liga americana, o país vive o seu maior jejum no evento. São três anos sem um brasileiro selecionado. A última vez aconteceu em 2014, quando o Toronto Raptors pegou Bruno Caboclo com o número 20.

Este ano, o Brasil teve Georginho e Mogi, ambos do Paulistano, inscritos no Draft, além dos jogadores nascidos em 1995, que se tornaram disponíveis automaticamente. No entanto, não foram selecionados e devem tentar a sorte nas ligas de verão a partir do dia 1 de julho. Despertar o interesse da NBA é fundamental e para isso é preciso que algumas situações aconteçam.

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Falar melhor inglês, a competição com os europeus, a questão dos valores de rescisão e um melhor trabalho de identificação destes valores com potencial de NBA são outros fatores apontados como fundamentais para o Brasil voltar ao Draft. Uma documentação mais eficiente em relação ao histórico de lesões é mais um problema apontado por Roese, por exemplo. Mas a situação do basquete brasileiro, que vinha de uma suspensão da Fiba, não é tratada como um problema.

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Hoje, o Brasil tem quatro jogadores sob contrato com a NBA: Leandrinho (Phoenix Suns), Raulzinho (Utah Jazz), Lucas Nogueira e Bruno Caboclo (Toronto Raptors). Cristiano Felício é agente livre restrito do Chicago Bulls. Além de Splitter, Nenê, Varejão e Marcelinho Huertas podem negociar com qualquer equipe depois de terem seus contratos encerrados.

Por enquanto, Augusto Lima está confirmado no Indiana Pacers para participar da Liga de Verão da NBA, e Georginho seguirá o mesmo caminho, mas atuando pelo Houston Rockets e, em seguida, indo para o Rio Grande Valley Vipers, da G-League. Outros brasileiros aguardam convites. Por enquanto, a realidade reduz cada vez mais o espaço do Brasil na elite do basquete.

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